Oi! Tudo bem com você?

Quantas vezes por dia você ouve essa pergunta? Quantas vezes você responde ela com sinceridade? Quantas vezes você responde ela com sinceridade pra você mesmo?


Esses primeiros meses aqui fizeram com que eu percebesse que eu estava sendo uma completa mentirosa comigo. Todos me perguntavam como eu estava e eu sempre respondia: “muito bem! Tá tudo maravilhoso aqui!”. E tava. Até eu escutar o que meu coração tinha pra dizer. E ele me disse de uma maneira não muito educada e agradável.


Foi depois de muitas conversas boas e ruins com o Pablo que a gente percebeu que a gente não tava colocando pra fora o que realmente tava aqui dentro. A necessidade que a gente tem de mostrar pros outros, e pra nós mesmos, de que “tá tudo bem” e o medo de preocupar pessoas tão queridas que estão a quilômetros de distância faz com que a gente não escute uma vozinha que tá lá dentro gritando: “ei! Eu tô aqui! Me ajuda!”.


E é maravilhoso que, quando você pede ajuda, o elefante que estava nas suas costas vai dar uma volta e o pulmão parece que dobra de tamanho e você magicamente volta a respirar.


A gente tem que lembrar dia após dia que a gente não tá aqui sozinho. Que bata no peito a pessoa que está lendo esse post e que consegue dizer: “eu consigo viver sozinho(a)”. Foi mal, galera! Parem de achar que vocês são auto-suficientes. Vocês não são! Nós não viemos pra esse mundo pra vivermos sozinhos. E eu não tô dizendo de ter um parceiro, namorado, marido. Tô falando de se relacionar com pessoas, de ter pra quem ligar, de ter pra quem chorar!


E quando o coração aperta e a gente não aguenta o fardo sozinho, levanta a mão, pede ajuda. Vai ter sempre alguém que já passou por algo semelhante ao que você passou. Ou vai, no mínimo, poder te dar um ombro pra chorar.


E quando eu parei de mentir pra mim mesma e para as pessoas que estavam envolta de mim, o elefante foi dar um rolê tão grande que eu nem sei onde ele tá mais. Quando eu recebo um whatsapp de alguém que eu sei que se importa comigo de verdade perguntando: “e ai Lari, como estão as coisas por ai?”, eu sou honesta. Tá ruim, tô confusa, tá maravilhoso, tô feliz. Eu não sei! Vai depender do dia!


Só que aceitar isso é aceitar que você vai expor toda a sua vulnerabilidade pra outras pessoas. É se abrir e dar a oportunidade para que elas entrem na sua vida de uma maneira nada superficial. Haja coragem! Mostrar nossa fragilidade abre portas pra muitas coisas, boas e ruins. Muitas pessoas podem achar que você está usando do famoso “mimimi” e outras pessoas podem estender a mão e oferecer o carinho que você precisa.


Você é quem tem que decidir se tá disposto a “correr esse risco”.


Fazer esse blog e expor o que tá dentro do meu coração de uma forma tão nua e crua é um risco. Uma vez eu vi em algum lugar uma pessoa dizendo que hoje vivemos numa era em que as pessoas deixam de fazer as coisas por medo de sofrer. Só que elas não percebem que deixar de fazer essas coisas também fazem com que elas sofram. E ai você fica nesse dilema: coloco ou não coloco a gravata? É um risco colocar a gravata! E quanta coisa você pode perder se não colocar?


Coloque a gravata. O seu silêncio não agrega absolutamente nada pro mundo e pra outras pessoas. Mas o que você tem a dizer, ah! o que você tem a dizer. As vezes é o que o mundo tá precisando ouvir! E agora, onde quer que você esteja, respire fundo e pergunte a você mesmo com sinceridade: “tá tudo bem?”. A resposta tá ai dentro. Sendo boa ou ruim essa resposta faz parte de você!


Minha psicóloga sempre fala sobre sincronicidade, que nada acontece por acaso. E hoje eu acabei caindo num vídeo que me inspirou a escrever esse post que eu já tava pensando há muito tempo! O vídeo é longo, de 1 hora. Mas tem um conteúdo maravilhoso! Infelizmente não achei legendado. Se alguma alma boa encontrar, me manda =)


Aqui tem uma prévia do vídeo, mas se você quiser ver na íntegra, é só clicar aqui!