A vida como ela é


a vida como ela é

Uma das coisas que eu não gosto de fazer por aqui é conversar com as pessoas sobre ser melhor viver aqui ou nas nossas cidades natais. A quantidade de opiniões diferentes é surreal. Cada um tem um ponto de vista diferente.


Muitas pessoas estão aqui e estão muito felizes. Mas existe um grupo de pessoas que está aqui e se diz infeliz. Infeliz porque está longe da família e amigos, infeliz porque passou a viver para trabalhar e fazer dinheiro, infeliz porque o clima não é dos mais divertidos. E ai quando você pergunta “então por que você não volta?” você tem que se preparar para mais um monte de infelicidades. Não dá para voltar porque lá não dá para ganhar dinheiro como aqui, lá as pessoas não valorizam o meu trabalho, lá está difícil.


Não sei se essa galera percebeu, mas quem está difícil são eles, não as cidades.


Há um tempo atrás fiz um texto chamado “Sorte a minha” que fala sobre as pessoas ruins que já cruzaram meu caminho. Foi um dos textos mais tristes e pesados que eu escrevi, e muita gente pode nem achar tão horrível assim. Uma tia tinha minha, da casa das 5 mulheres, comentou no texto dizendo que estava sentindo falta de um texto meu da “vida como ela é” e que, teoricamente, aquele texto representava isso. Na hora eu até concordei, mas fiquei um bom tempo pensando sobre isso. Será que eu estou mentindo nos meus textos? Será que eu estou ocultando algo que eu não quero expor? Será que eu não quero me expor? E depois de pensar muito sobre esse assunto eu concluí algumas coisas.


Eu passo sim por momentos difíceis, e eles não são poucos. Eu aprendi a deixar a tristeza invadir meu coração quando eu acho que é necessário. Aprendi a lidar com ela de uma maneira quase que positiva. Quem assistiu Divertidamente vai entender o que eu estou falando: bolinha meio amarela meio azul, lembra? É o que passa na minha cabeça em todos os momentos ruins. Eu sei que algo muito bom vai acontecer depois. E é nisso que eu foco.


Eu tenho todas as chances de me agarrar ao meu copo meio vazio e viver num mar de lamentações. Mas eu escolhi viver de outro jeito. Foco na bolinha amarela, no copo meio cheio e tento sempre tirar a parte boa da maçã podre. Sempre! Se dá trabalho fazer isso? Ave Maria! E como! Se vale a pena? Sem dúvida alguma. E ainda tem um monte de gente cara-de-pau que vê sua forma de lidar com as coisas e diz: “mas para você é fácil, né?”. É fácil por que? Só por que eu termino a maioria - repetindo, maioria, não todos - dos meus dias sorrindo?


Vivendo aqui, em Brasília, Mogi das Cruzes ou São Paulo, eu nunca fui a reclamona do grupinho. Quando eu percebia que estava chegando perto disso eu mudava. Mudava de cidade, mudava de postura, mudava de emprego, mudava de amigos, mudava de hobby. E aprendi algo muito piegas, mas muito verdadeiro: não é o que acontece com você que importa, mas a maneira como você vai lidar com isso.


E outra coisa que aprendi com a minha amada terapeuta. Seja corajoso o suficiente para arcar com as suas decisões. Ninguém me obrigou a vir morar aqui, ninguém me obrigou a ir para Brasília, ninguém me obrigou a fazer marketing ou cinema, ninguém me obrigou a cortar o cabelo, ninguém me obrigou a virar vegetariana. Eu tomei essas decisões e todas as consequências que vem com elas. Para todos os sim's vem uma porrada de não's. E as vezes eles não são legais, mas foi você, única e exclusivamente você, que optou por eles. Portanto, coragem meus queridos! E no momento que essa decisão não estiver mais te fazendo feliz mude! Você não é uma árvore! Você não tem raíz e nem está grudado no chão. E ninguém está apontando uma arma na sua cabeça te obrigando a fazer aquilo. Todas as desculpas para continuar infeliz é você quem dá para você mesmo.


Tudo isso que você lê aqui é exatamente a minha vida como ela é: muitos copos meio cheios e uns perdidos meio vazios. E eu posso ter demorado um pouco para descobrir, mas se hoje me perguntarem o que eu quero ser quando crescer a resposta está na ponta da língua: feliz!


a vida como ela é

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