COMO ANDAM SEUS SONHOS?


Quantas pessoas você já conheceu que iniciaram um curso superior por influência externa e quando acabaram, ou até antes, viram que não era o que realmente queriam? Quantas pessoas lutam para conquistar certas coisas (casamento, filhos, carreira e até a riqueza) e quando finalmente chegam lá, sentem um vazio e uma sensação de tristeza?

Todos nós temos sonhos. Precisamos deles para não estagnar e continuar a viver. Entretanto, como quase tudo em nossa sociedade, os sonhos também são vendidos como objetos de consumo que nós, muitas vezes, compramos sem perceber. É sobre isso que falaremos hoje, e sobre como o consumo de valor pode nos ajudar.

Você realmente deseja a vida que persegue?

Nossa vida corre no piloto automático. Acordamos, comemos, trabalhamos, e nem pensamos no motivo de fazermos tudo isso. Com os sonhos que perseguimos acontece a mesma coisa. Desde pequenos somos convencidos de que algumas coisas são necessárias para sermos felizes: um relacionamento amoroso, uma carreira, um carro na garagem, uma casa própria. Construímos nossas vidas de forma a perseguir essas metas e não pensamos mais naquilo. Colocamos no piloto automático e vamos chegando cada vez mais perto... até que, muitas vezes, descobrimos que não era o que queríamos.

A reflexão sobre onde queremos chegar é essencial e deve ser feita em vários momentos: antes de começarmos a busca, pois sem foco acabamos perdidos e gastando nosso precioso tempo à procura de sonhos alheios que não nos trarão satisfação (ainda que os outros os considerem como grandes conquistas); e deve ser refeita de tempos em tempos. Afinal de contas, nós mudamos, nossa vida muda, e muitas vezes o que fazia sentido deixa de ter importância. Somos seres mutantes (que bom, né?) e nossos sonhos e metas devem nos acompanhar, e não o contrário.

Também é importante lembrar que a meta não é só o fim, é a jornada também, e a escolha por um sonho nos obriga a caminhar por determinada estrada. Esse caminho, além do alvo final, deve fazer sentido para nós e respeitar nossos valores. O fim não justifica os meios e isso deve ser levado em consideração quando estabelecemos nossas metas e determinamos as formas de alcançá-las.

Nossa vida, nossa responsabilidade

Quando assumimos a responsabilidade por nossa vida vemos que depende de nós o caminho pelo qual seguiremos. Obstáculos surgirão, é claro, mas se estamos no controle, podemos decidir o que faremos e para onde seguiremos ao desviar. Somos capazes inclusive de decidir se iremos ultrapassar aquele obstáculo ou se vale mais a pena mudar de rota ou até de destino.

Ao praticar o consumo de valor entendemos que nada é absoluto, nada é definitivo. Nos negamos a percorrer os caminhos traçados pelos outros e ganhamos a liberdade e o poder de alterar nosso próprio caminho. Trilhamos a nossa vida e perseguimos o que realmente faz sentido para nós, sabendo que cada "derrota" é na verdade mais um degrau que teremos de subir, mais uma oportunidade para refletirmos sobre quem somos. Erros são aceitos porque são naturais e trazem com eles ensinamentos. Muitas vezes o que a princípio parece um erro se torna uma oportunidade de fazer diferente e ir ainda mais longe. A estrada é mutável, assim como o destino, e isso é o que faz a vida interessante!

O poder do autoconhecimento

Para que possamos escolher nossas próprias metas e o caminho que trilharemos é necessário nos conhecer e respeitar os valores que nos fazem sentido - que também devem ser reanalisados de tempos em tempos. Com o conhecimento cada vez maior de quem somos, nos tornamos capazes de definir onde queremos chegar e como faremos isso, e é disso que precisamos para termos um sucesso real, um sucesso que sentiremos como tal.

Sonhar é ótimo e necessário. Sonhar nos traz esperança e nos motiva para ir além. Mas para sermos felizes nessa jornada é preciso que esses sonhos sejam fruto de reflexão, de respeito a nós mesmos. Não adianta viver a vida dos outros, ou se submeter à expectativa alheia. O consumo de valor nos ensina que não podemos gastar nosso dinheiro com o que não nos faz bem, e o mesmo vale para toda a nossa história. A vida é preciosa, é inestimável. E cabe a cada um decidir os rumos de sua própria, de forma a estar em constante aprimoramento, pois quando somos melhores, ajudamos a construir uma sociedade melhor.

Photo by Micah Hill on Unsplash

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