O dia que eu levei uma bronca


Hoje eu tomei uma bronca daquelas de enfiar o rabo entre as pernas e ficar morrendo de vergonha.

Corri para pegar o ônibus e passei muito perto da rua. O motorista se assustou e buzinou pra mim. Quando eu entrei no ônibus, muito consciente da cagada que eu tinha feito, o motorista, que não deve ser cinco anos mais velho do que eu, deu um show de maturidade.

"Desculpa ter buzinado, mas você não pode fazer isso de novo. Se acontecer o pior eu perco minha carteira e não posso mais trabalhar, não posso mais alimentar minha família. E você vai acabar no hospital. Por favor, não faz isso de novo."

Tudo que eu fiz foi pedir desculpas pela oitava vez (porque as outras sete tinham sido durante o discurso dele), subir as escadas para o segundo andar e pensar.

Arriscando a vida pra que, Larissa? Dali 5 minutos - no máximo, tá chegando outro ônibus. O que vai mudar chegar 5 minutos depois em casa?

Mas a gente corre. A gente sempre corre. Falaram pra gente que a vida é um relógio em contagem regressiva, e que a qualquer momento tudo pode acabar. Então a gente tem que correr. Correr pra fazer tudo que a gente sonha, tudo que a gente deseja, que temos que viver cada dia como se fosse o último para ele valer a pena.

Mas ao mesmo tempo pedem para nós sermos equilibrados. Temos que saber lidar com as situações e ter nossas emoções no controle.

Perai, galera! Decide!

Eu decidi. E ontem eu andei até o ponto, descobri novos restaurantes, novas lojas, novas pessoas, distribui alguns sorrisos e peguei o ônibus. Sem tomar sermão.

#opoderdagravata #larissavaiano #behappy #equilibrio

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